sábado, 21 de maio de 2016

ATEÍSMO e os VEDAS

O Ateísmo e o Advento do Homem-Leão
Por A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

        Bhaja nitai-gaura, amigos! Um breve comentário inicial antes do texto original........

Nota do Espaço Ponto de Luz: Nrisimhadeva é uma das manifestações da Suprema Personalidade de Deus, para salvar um devoto seu. Não é um Deus, como erroneamente dizem sobre indianos ou a religião Hindu, Krishna, etc. O Hinduísmo é monoteísta como a religião Católica, Judaica e Islamismo. Todos estes acreditam em comum, que Deus é uma pessoa, são religiões que acreditam no personalismo divino. Assim como Jesus manifestou-se na Terra, outras religiões acreditam que outras manifestações divinas são possível também, em diversas formas ou energias, com ou sem objetivos específicos, em total acordo com a vontade divina, não importam nomes ou religiões. Quer entender tudo isso? Procure ler os Vedas (centenas de livros que remontam há 5 mil anos como o velho testamento, ou, o resumo dos Vedas em apenas um livro, o "Bhagavad Gita, como Ele É", encontrado somente com os vaishnavas krishnas no site "De Volta para o Supremo".

Boa leitura a todos e bons estudos!
Felicidades em qualquer religião. 
Se todos seguissem os ensinamentos de Cristo, não precisaríamos de nenhuma religião. E não precisamos. Necessitamos de apenas seguir os bons ensinamentos deixados por vários Mestres e fazer a caridade, sendo úteis. Namastê! Rosana Rodrigues. 

Boa leitura a todos!!

“Onde está o seu Deus?”, “Você pode me mostrar Deus?”. Os dois frequentes desafios dos ateístas encontram-se com a resposta.
A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
Nrisimhadeva apareceu para convencer o ateísta, aquele que advoga a inexistência de Deus. É propaganda mentirosa dizer que ninguém viu Deus, pois, na verdade, todos veem Deus. O devoto O vê dentro de seu coração, no templo e em todo lugar, ao passo que o ateísta O vê quando a corda em seu relógio acaba. Prahlada Maharaja estava sempre vendo Nrisimhadeva, porque era um maha-bhagavata, a categoria mais elevada de devoto. Premanjana-cchurita-bhakti-vilochanena santah sadaiva hridayeshu vilokayanti (Brahma-samhita 5.38): “Quando os nossos olhos estiverem ungidos com o unguento do amor a Deus, premanjana-cchurita, então, com esses olhos, seremos capazes de ver Deus”. Deus não é invisível. Um homem com catarata ou alguma outra doença referente à visão não pode enxergar, o que não significa que as coisas não existam, mas sim que ele não as pode ver. Deus está presente, mas, porque meus olhos não são competentes para vê-lO, eu O nego, apesar de Ele estar em toda parte.
Assim, na condição material de nossa vida, os nossos olhos estão embotados. Na verdade, não apenas os olhos, e sim todos os sentidos, mas especialmente os olhos. Dado que têm muito orgulho de seus olhos, as pessoas dizem: “Você pode me mostrar Deus?”. Dizem isso, mas não consideram se seus olhos são competentes para ver Deus. O ateísta não reflete sobre sua posição: “Em que posição estou?”. O indivíduo não pode ver sequer um grande homem como o presidente Nixon, mas ele, sem qualificação alguma, quer ver Deus, o que é impossível. Krishna diz no Bhagavad-gita (7.25), naham prakashah sarvasya yoga-maya-samavritah: “Valendo-Me da cortina de yogamaya, não Me exponho a todos”. Yogamaya não permitirá que o sujeito veja Deus. Nós, por exemplo, temos a nossa pequena condição de que, se alguém quer vir aqui ao templo, solicitamos a ele: “Antes de tudo, retire seus sapatos”. Similarmente, para ver Deus, tem de haver alguma condição, e essa condição é que, a menos que você se torne alguém que ama a Deus, Deus não irá Se expor a você. Do contrário, Deus está sempre presente.
Premanjana-cchurita-bhakti-vilochanena santah sadaiva hridayeshu (Brahma-samhita 5.38). Sadaiva significa sempre. Não é o caso que, apenas quando vamos ao templo, vemos Deus, senão que Deus está sempre visível ao devoto. Essa visão constante, por vinte e quatro horas, é a consciência de Krishna. Dá-se o exemplo da mulher que tem um amante, a qual, embora muito ocupada em seus deveres, está sempre pensando no amante: “Quando hei de me encontrar com ele?”. Rupa Gosvami apresenta esse exemplo da mulher cuja mente está sempre ocupada na forma ou nas atividades do amante. Se isso é materialmente possível; quando você desenvolver seu amor por Deus, você verá Deus sempre e em todo lugar. A posição de Prahlada Maharaja era que ele sempre estava vendo Deus, Krishna, ao passo que seu pai não era capaz de ver porquanto era ateísta. O pai de Prahlada Maharaja exigia em desafio: “Onde está o teu Deus? Tu estás falando várias vezes de Deus, mas te ensinarei uma lição hoje!”. Nesse momento, Hiranyakashipu sacou sua espada desejoso de matar seu próprio filho.
O ateísta é tão desamável e cruel que tem a disposição de matar mesmo seu próprio amado filho; neste caso, um filho de cinco anos de idade. Assim é o ateísmo. E o teísmo, em contrapartida, é revelado na conduta de Prahlada, que, após a morte de seu pai, que o torturou enquanto vivo, orou com estes dizeres a Nrisimhadeva: “Por favor, perdoai meu pai”. Então, essa é a diferença entre a consciência de Krishna e a consciência comum. Todos os vaishnava são muito gentis, daí recitarmos a oração vancha kalpa tarubhyas ca kripa-sindhubhya eva ca (Vaishnava Pranama), a qual diz que o vaishnava é um oceano de misericórdia. Assim como não é possível retirar toda a água do oceano, o vaishnava, o devoto, é um oceano de misericórdia, o que significa que você pode extrair dele tanta misericórdia quanto você queira e ele permanecerá cheio de misericórdia.
Prahlada Maharaja é a representação simbólica do vaishnava, e vocês devem tentar ser seguidores dele, e não imitadores. Não tentem imitar: “Visto que Prahlada Maharaja foi atirado em óleo fervente, deixe-me experimentar atirar-me no óleo em ebulição”. Isso é imitação, o que não é bom. Antes de tudo, apenas se tornem como Prahlada Maharaja, após o que isso será possível. Tentem seguir. Mahajano yena gatah sa panthah (Mahabharata, Vana-parva 313.117): O que os mahajanas, as grandes personalidades, fizeram, vocês não podem imitar, mas vocês têm que seguir. Vocês têm que seguir a instrução de Krishna ou de Seu representante, mas vocês não podem imitá-los – caso o façam, vocês cairão. Recomenda-se anusarana, “seguir”, não anukarana, “imitar”.


Então, temos que seguir o exemplo, a conduta, de Prahlada Maharaja. Seu exemplo foi que, a despeito de contínua tortura por parte de seu pai, ele jamais se esqueceu de Krishna. Isso nós temos que seguir, ou seja, apesar de todos os tipos de inconveniências e torturas por parte da classe ateísta de homens, jamais devemos nos esquecer da consciência de Krishna. Houve muitos exemplos, entre eles Jesus Cristo, que, a despeito de ter sido torturado e crucificado, jamais concordou com a ideia de que Deus não existe. Nosso lema deve ser que, quer sejamos cristãos, quer sejamos hindus, quer sejamos membros de qualquer outra designação religiosa, devemos ser conscientes de Deus, conscientes de Krishna. Sharanagati, rendição, é não nos esquecermos de Deus sob nenhuma circunstância. Prahlada Maharaja era protegido por Nrisimhadeva.
Agora, é fato que, a um ateísta como Hiranyakashipu, que negou a existência de Deus, Deus Se mostrou no seu último estágio de vida. O ateísta, destarte, verá Deus, mas, quando Ele vier, sua vida estará acabada, isto é, ele se encontrará com a morte. O ateísta verá Deus na forma da morte, ao passo que o teísta, o devoto consciente de Krishna, verá Deus vinte e quatro horas dentro do seu coração – eis a diferença. Ninguém pode evitar a morte, em virtude do que o ateísta verá Deus. Se ele nega Deus, ele verá Deus na forma da morte. Explica-se no Bhagavad-gita que, a todo momento, tudo o que é nosso está sendo levado embora pelo tempo, o que não é difícil de compreender. A minha idade, por exemplo, é de setenta e cinco anos, o que significa que setenta e cinco anos de toda a minha duração de vida já foram levados embora. Portanto, todos vocês devem estar atentos à lei da natureza de que, a todo momento, qualquer posse que vocês tenham está sendo levada embora, inclusive a posse mais valiosa, que é a duração de vida. O último “levar embora” é a morte, em razão do que Krishna diz que mrityuh sarva-haras caham (Bhagavad-gita 10.34), ou, em outras palavras, mrityu, a morte, leva tudo embora: sua educação, seu título, seu mestrado, seu doutorado, seu saldo bancário de milhões de dólares, seu bom nome, sua casa, sua família, seus amigos, seu país. Então, para o ateísta, isso é Deus. Quando Deus levar tudo embora, o ateísta entenderá: “Sim, Deus existe”, assim como, quando uma pessoa desobediente na esfera civil é detida, aprisionada e recebe severas punições, ela entende por fim: “O governo realmente existe”. Assim, o governo está presente: para o bom cidadão, o cidadão obediente às leis, o governo está presente permitindo que o cidadão aproveite toda vantagem que ele oferece, mas aquele desobediente ao governo é punido. Se alguém diz: “Não me importo com o governo. Porque sou livre, ficarei nu”, tal indivíduo será imediatamente detido, como aconteceu com John Lennon ao se mostrar nu. O governo dirá: “Você não pode fazer isso”.

Então, tudo continua desta maneira. A classe ateísta de homens está se declarando livre, declarando-se independente de Deus, mas isso é completo contrassenso, daí eles serem descritos como mudhas, ou grandes tolos. Estudem o Bhagavad-gita, pois tudo está presente nessa obra. Na mam dushkritino mudhah prapadyante naradhamah (Bhagavad-gita 7.15): os naradhamas, os mais baixos da humanidade, são os ateístas. Os mais altos da humanidade, por sua vez, são aqueles conscientes de Krishna. Então, tentemos integrar o grupo de homens mais elevados da humanidade, pois o mundo está sofrendo por falta de tais homens. E sejamos exemplares. Essa é a lição a ser aprendida neste dia do advento do Senhor Nrisimhadeva.

Fonte: Amigos de Krishna.

Bhaja nitai-gaura!
Nota do Espaço Ponto de Luz: Nrisimhadeva é uma das manifestações da Suprema Personalidade de Deus, para salvar um devoto seu. Não é um Deus, como erroneamente dizem sobre indianos ou a religião Hindu, Krishna, etc. O Hinduísmo é monoteísta como a religião Católica, Judaica e Islamismo. Todos estes acreditam em comum, que Deus é uma pessoa, são religiões que acreditam no personalismo divino. Assim como Jesus manifestou-se na Terra, outras religiões acreditam que outras manifestações divinas são possíveisl também, em diversas formas ou energias, com ou sem objetivos específicos, em total acordo com a vontade divina, não importam nomes ou religiões. Quer entender tudo isso? Procure ler os Vedas (centenas de livros que remontam há 5 mil anos como o velho testamento, ou, o resumo dos Vedas em apenas um livro, o "Bhagavad Gita, como Ele É", encontrado somente com os vaishnavas krishnas no site "De Volta para o Supremo". 

Espaço Ponto de Luz Rosana Rodrigues

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