terça-feira, 19 de setembro de 2017

Homossexualidade e Freud


                Homossexualidade e Freud




Em 1935, Freud recebeu uma carta da mãe de um homossexual, pedindo que seu filho fosse "curado pelo psicanalista". Eis a carta de resposta de Freud a ela, mais de 80 anos atrás, vale ler inteira:

19 de abril de 1935

“Minha querida Senhora,

Lendo a sua carta, deduzo que seu filho é homossexual. Chamou fortemente a minha atenção o fato de a senhora não mencionar este termo na informação que acerca dele me enviou. Poderia lhe perguntar por que razão? Não tenho dúvidas que a homossexualidade não representa uma vantagem, no entanto, também não existem motivos para se envergonhar dela, já que isso não supõe vício nem degradação alguma.

Não pode ser qualificada como uma doença e nós a consideramos como uma variante da função sexual, produto de certa interrupção no desenvolvimento sexual. Muitos homens de grande respeito da Antiguidade e Atualidade foram homossexuais, e dentre eles, alguns dos personagens de maior destaque na história como Platão, Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, etc. É uma grande injustiça e também uma crueldade, perseguir a homossexualidade como se esta fosse um delito. Caso não acredite na minha palavra, sugiro-lhe a leitura dos livros de Havelock Ellis.

Ao me perguntar se eu posso lhe oferecer a minha ajuda, imagino que isso seja uma tentativa de indagar acerca da minha posição em relação à abolição da homossexualidade, visando substituí-la por uma heterossexualidade normal. A minha resposta é que, em termos gerais, nada parecido podemos prometer. Em certos casos conseguimos desenvolver rudimentos das tendências heterossexuais presentes em todo homossexual, embora na maioria dos casos não seja possível. A questão fundamenta-se principalmente, na qualidade e idade do sujeito, sem possibilidade de determinar o resultado do tratamento.

A análise pode fazer outra coisa pelo seu filho. Se ele estiver experimentando descontentamento por causa de milhares de conflitos e inibição em relação à sua vida social a análise poderá lhe proporcionar tranqüilidade, paz psíquica e plena eficiência, independentemente de continuar sendo homossexual ou de mudar sua condição.”

Sigmund Freud


Fonte: #escutaeequilíbrio #psicanálise 


Espaço Ponto de Luz Rosana Rodrigues concorda que "não se cura o que não é doença."

Almas não têm sexo. Entenda a origem das almas.

Volte-se para a Espiritualidade e compreenda o que são centelhas divinas. 

Não, a todo tipo de preconceito.

A opção sexual de alguém não é um problema seu, a não ser que você não tenha a sua opção ainda resolvida e não esteja em paz consigo e com a liberdade do outro.

Cada um ama quem quiser. Namastê.

domingo, 3 de setembro de 2017

HUMILDE E BEM CONSIGO


                                   HUMILDE E BEM CONSIGO


Por Archana-siddhi Devi Dasi


"Confundir a humildade que surge do amor espiritual com uma postura de baixa autoestima que nos torna presas de exploradores é um equívoco perigoso que precisamos evitar."






Como terapeuta de famílias, eu aconselho tanto membros do Movimento Hare Krishna como pessoas de fora do Movimento. Recentemente, recebi um e-mail de uma jovem devota que estava infeliz em seu casamento devido à postura abusiva que seu esposo tinha, mas estava em conflito quanto a deixá-lo.

“Talvez seja bom que eu me sinta mal comigo mesma”, ela escreveu, “porque isso me fará desenvolver humildade”.

Não foi a primeira vez que eu ouvi essa lógica. A Bhagavad-gita ensina que humildade é essencial para o progresso espiritual. Algumas vezes, os devotos, infelizmente, pensam que se sentir mal é um pré-requisito para a humildade.

Diversas vezes, me deparo com devotos se complicando com o conceito de autoestima. Tendo lido as orações de santos de nossa linha, eles, algumas vezes, pensam que seus sentimentos deveriam se enquadrar nas declarações autodepreciativas de tais grandes almas. Por associarem baixa autoestima com avanço espiritual, tais devotos podem perpetuar por toda a vida o sentimento de estarem mal consigo. Eles podem acabar por atrair pessoas para suas vidas que lhes tratarão de acordo com a maneira que eles mesmos se sentem e se percebem.

A confusão começa por tentarmos igualar sentimentos que se originam de nosso eu puro com sentimentos que se originam de nosso ego material, ou falso. As grandes almas expressam sentimentos que nascem do ego espiritual puro, sentimentos que não são contaminados pelas qualidades da natureza material. Quando eles se sentem, nas palavras do Senhor Chaitanya, “mais baixos que a palha na rua”, é uma emoção plena de prazer. O devoto puro vê a grandeza do Senhor e vê todos como mais qualificados do que ele próprio. Eles estão imbuídos de amor e apreciação por toda a criação de Krishna.




Bhaktivinoda Thakura, um destacado mestre devotado a Krishna, escreveu belas canções expressando sua atração e seu amor por Krishna, músicas sobre alcançar a meta do coração – amor incondicional pelo Senhor – e canções autodepreciativas, nas quais ele lamenta sua falta de devoção. Como uma alma pura, ele expressa seu apego e amor pelo Senhor e, ao mesmo tempo, sua angústia de sentir-se desqualificado e sem esperança de atingir tal amor. Esses são sentimentos autênticos que nascem da humildade e do apego e amor pelo Senhor.

Reconhecendo Nossas Falhas

Nas primeiras fases de nossa jornada espiritual, talvez experimentemos rapidamente essas emoções por Krishna estar preparando a terra de nossos corações para cultivar nossa devoção. Eu me lembro de uma importante experiência que tive antes de me tornar devota. Eu tinha grande dificuldade de aceitar críticas e achava que minha opinião era absolutamente certa. Essa mentalidade criou inúmeros problemas, tanto na área profissional quanto pessoal. Por meses, eu contestei as recomendações de meu supervisor quanto a como fazer meu trabalho como diretora residente de um dormitório universitário. Minha obstinação estava fazendo o meu trabalho muito difícil, e eu estava aflita por isso. Finalmente, um dia eu tive a poderosa realização de que eu estava errada. Não só eu estava errada quanto a esse problema em particular, mas em relação a várias outras coisas.

É-me impossível descrever quão libertador foi para mim aceitar minha natureza falível. Eu não precisava mais carregar o peso de estar sempre certa em relação a tudo. Eu me senti pequena, mas, ao mesmo tempo, muitas possibilidades se abriram para mim. Pela primeira vez na minha vida adulta, eu pude ver meu autoritarismo assumir uma posição verdadeiramente submissa. Essa mudança de postura mental me preparou para tomar refúgio em meu mestre espiritual e nos devotos de Krishna de maneira geral. Krishna nos ajuda a ficarmos livres por um instante do falso prestígio para que possamos, como encorajamento, provar a doçura da humildade.

Algumas vezes, todavia, quando ainda estamos contaminados pelos modos da natureza material e identificados com nosso corpo e mente materiais, sentirmo-nos inferiores à palha na rua pode nos tornar desmotivados, entediados ou deprimidos. Esses sentimentos, então, impedem nossas práticas devocionais. Nós temos que julgar se, para nossa psique específica, tal psicologia é favorável à consciência de Krishna ou se é um impedimento no momento. Paradoxalmente, muitas pessoas precisam desenvolver um saudável ego material antes de transcendê-lo e realizar seu eu espiritual.

Eu ouvi uma vez um palestrante motivacional dizer que as pessoas com autoestima saudável pensam menos em si mesmas, e não menos de si mesmas. Quando nos sentimos bem quanto a nós mesmos, nós podemos devotar mais tempo e energia doando-nos aos outros, ao invés de absorvermo-nos em autopiedade. Alta autoestima também nos dá liberdade para agirmos de acordo com nossos valores e convicções. Quando nos sentimos mal conosco, às vezes fazemos coisas para agradar ou apaziguar os outros. Em um esforço para satisfazer o desejo dos outros, nós podemos acabar sendo influenciados a fazer coisas conflitantes em relação às nossas crenças e valores.

Sentindo-se Digno e Qualificado

Nathaniel Branden, um famoso psicólogo, define autoestima como “a disposição de sentir-se bem consigo e qualificado para lidar com os desafios básicos da vida e como sendo digno de ser feliz”. Como esses aspectos da autoestima – autoconhecimento e amor próprio – têm relação com a consciência de Krishna? Krishna quer que todas as almas aprisionadas no mundo material sejam pacíficas e felizes. A vida humana nos possibilita a oportunidade de ocuparmos nossos talentos e habilidades no serviço ao Senhor. Quando nos oferecemos a servir o Senhor, sentimos grande alegria. Um amigo, certa vez, deu ao meu esposo um quadrinho com os dizeres: “O que você é é um presente de Deus para você, e o que você se torna é seu presente para Deus”.

Além de confundirem humildade com baixa autoestima, os devotos, às vezes, correlacionam o conceito de autoestima com orgulho e egoísmo. Mas é, de fato, o contrário. Pessoas que exibem alta autoestima também exibem uma atitude mais humilde perante os outros. Eles são mais inclinados a admitir e corrigir erros, enquanto pessoas com baixa autoestima são muitas vezes defensivas e têm a necessidade de provarem que estão certas.

Em uma famosa história do Mahabharata, Krishna encontrou certa vez com Yudhisthira Maharaja e Duryodhana. Desejando glorificar Seu devoto Yudhisthira, Krishna pediu a ele que encontrasse uma pessoa mais baixa que ele, e pediu ao pecaminoso Duryodhana para que procurasse uma pessoa mais gloriosa que ele. Yudhisthira tinha todas as boas qualidades. Ele era pacífico e autossatisfeito. Sem dúvida, ele possuía uma saudável autoestima. Mesmo assim, ele não conseguiu encontrar ninguém mais baixo que ele. Mais uma vez, aqui se tem o exemplo de uma vaishnava avançado que porta humildade genuína.
Por outro lado, o perverso Duryodhana procurou por todo o seu reino o dia todo e não conseguiu encontrar ninguém que ele considerasse superior a ele mesmo. Duryodhana estava contaminado com orgulho e vaidade. Ele invejou e ofendeu grandes almas. Ele vivia em constante ansiedade para manter sua posição, sempre tentando eliminar seus competidores. Sua autoestima dependia de fatores externos como posição e poder, e assim ele não conhecia tal coisa como paz interior. Ele era atormentado por sua própria luxúria e ambição.

Orgulho Versus Autoestima

Pensar em si mesmo como grandioso é orgulho, não autoestima. Uma pessoa com alta autoestima demonstra humildade. A perfeição da autoestima é percebida em pessoas completamente livres do falso ego, nas quais a humildade é produto da realização espiritual.

No nosso estado condicionado, nós possivelmente nos identificaríamos mais com a mentalidade de Duryodhana do que com a de Yudhisthira Maharaja, mas, no nosso progresso na jornada espiritual, nós começamos a nos ver de forma diferente. Quanto mais realizamos não sermos o executor independente, mas o instrumento, mais saudável nossa autoestima se torna. Na vida material, os modos da bondade, paixão e ignorância nos influenciam. Esses modos se misturam e competem entre si para moldar nossa mente, incluindo o modo como nos sentimos em relação a nós mesmos.
Pessoas no abismo do modo da ignorância se sentem felizes e bem em relação a si mesmas quando seus sentidos estão satisfeitos. Pessoas imersas no modo da paixão estão felizes e bem consigo mesmas quando outros valorizam e reconhecem suas atividades. Nesses modos inferiores, nossa ideia de eu oscila o tempo todo.

Pessoas no modo da bondade são felizes e sentem-se bem em relação a si mesmas quando agem em conhecimento, de acordo com seus códigos e valores. Elas são menos reativas a estímulos externos, assim, a autoestima de tais pessoas depende mais de sua própria vida interior – consequentemente, têm mais controle sobre como se sentem.

Pessoas em bondade pura, percebem a si mesmas como instrumentos do Senhor. Elas não se identificam mais como o agente de suas atividades.    

O Exemplo de Prabhupada

Nosso mestre espiritual, Srila Prabhupada, demonstrou alta autoestima. Embora de baixa estatura, ele parecia grande para nós. Ele sempre mantinha sua cabeça alta e se movia com objetivo e confiança. Ele fala de forma direta, com convicção e coragem. Suas ações eram intrépidas e ousadas, e mesmo assim ele tinha uma atitude humilde, sabendo que seu sucesso era devido à providência do Senhor. Sua humildade é exemplificada em suas orações abordo do navio, quando ele estava vindo pela primeira vez aos Estados Unidos:

“Ó Senhor, eu sou como uma marionete em Tuas mãos. Então, se me trouxeste aqui para que eu dance, faze-me dançar, faze-me dançar, ó Senhor, faze me dançar como quiseres. Não tenho nenhuma devoção, tampouco conhecimento, mas tenho grande fé no santo nome de Krishna. Eu fui designado como Bhaktivedanta, e agora, se assim quiseres, podes cumprir o verdadeiro propósito Bhaktivedanta”.

Com grande humildade, Prabhupada finaliza sua carta assinando como “o mais desafortunado e insignificante mendigo, A. C. Bhaktivedanta Svami”.

De um lado, essas preces demonstram que Prabhupada se sentia muito baixo, mas, por outro lado, ele confiava poder fazer qualquer coisa com a misericórdia do Senhor. A oração também nos dá a chave para desenvolvermos puras qualidades devocionais: fé no santo nome. Quanto mais forte a nossa fé na capacidade de purificação dos santos nomes, maior será nossa dedicação ao processo de cantar. Nós cantaremos com tanto foco e atenção quanto pudermos e evitaremos com muito cuidado as ofensas que retardam nosso progresso espiritual.

Nós ficamos menos propensos a explorar os outros quando vemos a nós mesmos como servos, realizando a nossa natureza espiritual – bem como a dos outros - como servos de Deus. Nós somos gloriosas centelhas da energia espiritual, com todas as boas qualidades, embora sintamo-nos pequenos na presença do mais glorioso, nosso Senhor. Com esse verdadeiro conhecimento, a alma pura pode ter alta autoestima e humildade simultaneamente.

Quando eu compartilhei alguns destes pontos com a jovem que havia me enviado sua pergunta por e-mail, ela me escreveu de volta: “É-me um grande alívio entender esses pontos dessa perspectiva. Agora eu entendo que não tenho que continuar convivendo desonrosamente com todo o tipo de abusos para ser espiritual”.


Ela me sugeriu escrever um artigo sobre o tema para a revista Volta ao Supremo. Eu aceitei de todo o coração sua sugestão, uma vez que outros devotos haviam feito perguntas similares ao longo dos anos. Espero que o artigo seja útil para todos.


                               ESPAÇO PONTO DE LUZ ROSANA RODRIGUES




quarta-feira, 26 de julho de 2017

O ano novo começa hoje! Kin 64 pelo Calendário Maia



Sejam bem-vindos ao Ano da Semente Cristal!
Kin64 !! 💍☀️🌱🌸

Pelo Calendário Maia, o verdadeiro, o ano sempre começa no dia 26 de julho.


Feliz Ano novo!
Será regido pelo Kin 64!

"Dedico-me com o fim de focalizar
Universalizando a percepção
Selo a entrada do florescimento
Com o tom Cristal da cooperação
Eu sou guiado pelo poder da inteligência
Sou um portal de ativação galáctica, entra por mim"

"Comunico a cooperação para semear a Terra com liberdade."



A Semente Amarela representa o milagre da vida, o símbolo do potencial vivo que reside dentro de nós esperando para ser liberado. Simboliza o crescimento da inteligência criativa, o amadurecimento, o florescimento, a sabedoria.
Cristal é o tom da cooperação. Aqui, passamos a perceber o todo como uma composição de pequenos pedaços relacionados, honrando a cooperação e ajudando na elevação do bem comum.
💛
Conforme entramos na primeira Lua do ano, a Lua Magnética do Morcego, nos questionamos: qual é o meu propósito?
Nesta Lua, tome um tempo para reanalisar seu propósito de vida e seus objetivos para as próximas 13 Luas. Fique em silêncio e escute. Este é o ano para despertar seu Avatar interior, o Universo depende disso.
Neste período de 28 dias, considere que todos os seus pensamentos na verdade não são seus. Você é um mero conduto, um canal da energia divina.
Como podemos alinhar nossa mente com a Mente Planetária Maior (noosfera) para acelerar nossa consciência? Este alinhamento sincronizado é o propósito dos códigos diários da Lei do Tempo.
A Lei do Tempo define uma ordem de realidade conhecida como ordem sincrônica. Essa é a definição do universo unificado pelo tempo, apreendido apenas através mente (e encompassado pelo coração).
💛

Desejamos um feliz novo ciclo a todos os Kins planetários. Que o ano da Semente Cristal vos permita colher os frutos dos processos catalisados pela Tormenta Espectral nos últimos 365 dias.
Permaneça vibrando e nos acompanhando. Tenha uma boa viagem no tempo! 
ESPAÇO PONTO DE LUZ ROSANA RODRIGUES

domingo, 16 de julho de 2017

Encontrando seu Propósito - Os Dharmas

Encontrando Seu Propósito - Os 7 Dharmas




Giridhari Das(Da obra O Caminho 3T)

Desde nossas necessidades fisiológicas até nossa relação com Deus, muitos detalhes formam nossa natureza, e darmos a devida atenção a tudo que nos constitui é uma condição fundamental para podermos nos realizar plenamente.

Dharma é um conceito muito rico, e a palavra tem muitos significados, mas meu foco será no dharma como aquilo que precisa ser feito – essência e dever. O dever pode ser algo imposto. A essência não pode ser imposta. Dharma, portanto, é aquele dever que nasce de quem você realmente é, que nasce de sua natureza. Não é uma imposição externa ou social. É o que você precisa fazer, em qualquer dado momento, para ser a melhor pessoa que você pode ser. É fazer a coisa certa na hora certa. Ser dhármico é mais do que simplesmente fazer o que é bom ou evitar uma conduta danosa ou violenta, embora isso certamente esteja incluído no conceito, e pode-se reduzir isso a uma lista do que se deve evitar. O dharma é fluídico, vivo e sensível aos diferentes aspectos de sua vida. Grandes mudanças no seu dharma podem ocorrer, literalmente, de um segundo para o outro. Uma maneira de entender o dharma é refrasear os clássicos dizeres: “Não pergunte o que o mundo pode fazer por você, mas pergunte o que você pode fazer pelo mundo”.

Dharma é o princípio orientador da vida, a cada momento lhe demonstrando o que você deve fazer, respondendo suas dúvidas em relação a que curso seguir e simplificando as ações da vida. Dharma é sua integridade na ação e a verdadeira expressão do seu ser. Você encontrará seu lugar no mundo uma vez que você se afine com seu dharma.



O dharma é fluídico, vivo e sensível aos diferentes aspectos de sua vida.

O dharma é uma parte integral da natureza. Não é uma construção psicológica ou um conceito religioso. O nível de fidelidade que você tem ao seu dharma afetará diretamente como você se sente diariamente. Ser fiel a si mesmo significa agir de acordo com seu dharma. Assim, quanto mais você pode se afinar com seu dharma, mais você pode agir com base no seu dharma e mais você se sentirá satisfeito, completo, real e feliz. Quanto mais dhármico for o seu comportamento, mais você se sentirá satisfeito com quem você é agora. Por fim, quanto mais dhármica for a sua vida, mais você poderá recapitulá-la com alegria e com um sentimento de realização.

Estar na Zona

Mindfulness e dharma andam lado a lado. Dharma é algo tão natural que o que você precisa para estar cada vez mais afinada com ele é remover o que não é natural, em especial egoísmo, medo e cobiça. Outra maneira de dizer o mesmo é que, se você for vítima de sua lista de felicidades condicionais, ou simplesmente carecer de consciência suficiente de suas ações, você não conseguirá ver o seu dharma. O foco perfeito no aqui e agora é centrar-se no seu dharma e colocar toda a sua atenção em realizar seu dharma no máximo de sua capacidade. Isso, por si só, trará uma felicidade imediata e sustentável. Você já experimentou isso muitas e muitas vezes. Você talvez se lembre de muitos momentos em que você se focou totalmente em fazer algo que era seu dever, sem qualquer consideração em relação a si mesmo ou a recompensas futuras ou mesmo a perigos. Pais, em especial mães com bebês, experimentam isso com frequência. Essa experiência é chamada de “estar na zona”. A psicologia positiva (o ramo da psicologia que estuda o que torna as pessoas felizes) aponta “estar na zona” como um dos pilares primários de uma vida feliz. Estar focado na ação implica, necessariamente, não estar focado nos sacrifícios ou benefícios materiais que a ação possa suscitar no futuro. Estes dois são diretamente opostos: focar-se no seu dharma aqui e agora, e ansiar por resultados futuros. Este ponto é tão importante que Krishna não o menciona menos do que dez vezes na Bhagavad-gita. Esta mudança de paradigma é a chave para um grande salto de bem-estar.

A Mudança de Paradigma: Vida vs. Fantasia

A mente destreinada frequentemente se esforça por encontrar soluções externas para a vida. Em um processo interminável, a pessoa constantemente busca ajustar a realidade externa para adequá-la a seus desejos. Listas de felicidades condicionais são sempre atualizadas. A mente destreinada, portanto, passa muito tempo no futuro, no que chamo de “mundo de fantasia”, sonhando acordada com o que parece um futuro melhor. Basicamente, esses desejos envolvem mudar o futuro de três maneiras: 1) obtendo coisas (novo carro, telefone, casa, etc.), 2) fazendo pessoas cooperarem com seus planos (como encontrando um esposo ou esposa, ou esperando que o patrão trate você melhor), e 3) tendo a esperança de que situações favoráveis surgirão (como obter um emprego, ficar em forma ou fechar um contrato). É frequente que nada significativo aconteça quando alguém atinge uma dessas metas. Desejos, uma vez realizados, frequentemente satisfazem muito pouco, e logo outros desejos começam a exercer pressão e assumirem o centro do palco da mente. Viver assim é um dos principais componentes para se ter uma vida muito ruim. Quando a mente está no futuro, desejando resultados futuros, ansiedades em relação a consequências futuras são inevitáveis. Nessa situação, igualmente inevitável é a frustração com a vida como ela é hoje, a ira quando surgem obstáculos que aparentemente adiam a realização desses desejos, e o medo de que tudo termine muito mal. Sejamos honestos: todos nós já tentamos viver assim, e simplesmente não funciona. Nunca funcionou. Esse não é um caminho para se obter paz, satisfação e felicidade.

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Quando a mente deseja resultados futuros, a ansiedade é algo inevitável.

Então, a mudança de paradigma é necessária. Em vez de focar no futuro, na crença ilusória de que alguma combinação de realidade externa (estas coisas, com aquelas pessoas, naquela situação) será a chave para a sua felicidade, o foco está em simplesmente viver bem a vida, aqui e agora, centrado no seu dharma. Vida vs. fantasia. A vida está acontecendo a todo momento. É um fluxo, uma constante corrente de eventos. O desafio é estar completamente presente conforme acontece. A felicidade surge de cumprir o seu dharma bem, aqui e agora, indo de um dharma a outro, ao longo do seu dia – sendo a melhor pessoa que você pode ser hoje, neste exato momento, sincero consigo. É simples assim. Não há necessidade (e, francamente, pouquíssima utilidade) em ficar sonhando acordado com um futuro. A realidade é mais bela do que qualquer sonho, se você simplesmente aprender a acessar isso por completo. Eventos futuros se descortinarão sob a força todo-poderosa do tempo. A vida, em sua maior parte, acontece de maneira muito diferente do que qualquer coisa que você imaginou anteriormente. E isso não é algo ruim, nem algo bom. Apenas é. Trata-se da realidade. Quanto mais conseguimos nos sintonizar com a realidade, mais felizes ficamos. Em vez de imaginar que certa combinação de coisas, pessoas e situações trará paz e felicidade para você no futuro, você deve buscar paz e felicidade na vida como ela é, na bênção maravilhosa de estar ativo em seu dharma, de estar vivo, agora mesmo.

Os 7 Dharmas

Listarei, agora, sete categorias básicas de dharma para ajudar em um melhor entendimento do que é o dharma e como é fácil identificá-lo. É claro que há sutilezas, mas estas sete categorias maiores servem como forte diretriz.

1. Dharma Vocacional

O primeiro dharma, eu costumo dizer, é o mais difícil de todos, pelo menos para a maior parte das pessoas. O primeiro dharma é o chamado de sua vida, sua vocação. Nasce de sua natureza psicofísica. Algumas pessoas têm a bênção de conhecer sua vocação ainda com pouca idade. Já vi isso pessoalmente no caso de alguns dançarinos, artistas plásticos e atores com que me encontrei. São comuns histórias de atletas que se destacaram tanto que seus parentes e professores naturalmente os orientaram para se tornarem profissionais do esporte. Há outros que têm um QI tão aguçado que naturalmente gravitam em torno de trabalhos acadêmicos e científicos. Para a maioria, isso pode ser uma batalha.


Muitos sofrem por se formarem e atuarem em áreas que não correspondem à sua natureza psicofísica.

A razão para isso ser uma batalha é que a sociedade ensina às pessoas desde tenra idade que o que elas realmente precisam é dinheiro, com metas secundárias de estabilidade e respeito. Em outras palavras, quase todos aprendem, desde o nascimento, a escolher o paradigma fantasia. Em vez de ensinarem as pessoas a fazerem aquilo em que são boas e ajudarem-nas a desenvolverem suas inclinações e talentos únicos, o mais frequente é que os pais, a cultura e o sistema escolar tratem as pessoas como folhas em branco, dando-lhes uma educação que supostamente serve para todos e os encorajando a fazer tanto dinheiro quanto possível.

Então, aqui estão algumas dicas para ajudar você a encontrar sua vocação. Lembre-se de que nunca é tarde demais.

  1. Quando estiver meditando sobre o que você gostaria de fazer, remova de sua equação qualquer fator externo. A questão é quem você é, e não preocupações práticas.
  2. Esqueça o dinheiro. Não pense: “Ah! Não posso trabalhar com arte porque isso não pagará minhas contas”, “Não posso cursar Filosofia porque que tipo de emprego eu conseguiria?” Remova tais considerações da mente. Uma maneira de fazer isso é pensar: “Se eu ganhasse na loteria, eu gostaria de trabalhar com...”
  3. Esqueça a pressão social e o orgulho. Não se trata do que seus pais querem que você faça. Se você não se atrai pela vida militar, não faz diferença se existem cinco gerações contínuas de militares na sua família. Não se trata de status social também. Talvez a sociedade não aprecie um porteiro ou garçom, mas são profissões perfeitamente nobres. Quem possui a natureza psicofísica para o ofício de porteiro e está fazendo isso está muito melhor situado do que alguém exercendo a profissão de advogado apesar de ter a natureza psicofísica, na verdade, para a ocupação de musicista. O porteiro pode facilmente encontrar paz e felicidade em seu trabalho, enquanto o advogado sempre se sentirá frustrado e não realizado.
  4. Não pense apenas no que você gostaria de fazer. Você talvez goste de fazer muitas coisas. Em vez disso, pense no que é aquela atividade específica que você não consegue ficar sem. Tente pensar qual é o tipo dominante de atividade para a qual você é naturalmente atraído.
  5. Uma nota para professores: professores têm uma vocação dupla. Primeiramente, têm de aceitar que nasceram para ensinar e, em seguida, têm que encontrar a temática de ensino para a qual têm maior inclinação.

Encontrar sua vocação envolve quem você é agora e é algo que está ali para ser descoberto, de modo que há ferramentas e processos que você pode usar para ajudá-lo quanto a isso, incluindo: testes vocacionais, conversar com pessoas que são próximas a você e até mesmo astrologia védica. O melhor a fazer é apenas olhar seriamente para dentro do próprio coração e sentir sua natureza. Passe algum tempo sozinho, em silêncio, e reflita demoradamente. Seja corajoso e esteja disposto a aceitar sua verdadeira natureza. Não se traia. Não deixe o medo do futuro parar você.

Encontrar sua natureza é essencial. Passar suas horas de trabalho fazendo algo não adequado à sua natureza psicofísica desgastará suas chances de felicidade. É uma ofensa à sua pessoa. É como manter seu verdadeiro eu trancado em algum lugar distante.

2. Dharma Natural

Krishna explica na Bhagavad-gita que, entre outras coisas, um yogi tem que satisfazer três necessidades naturais: 1) dormir, 2) comer e 3) recrear. Chamo isso de nosso “dharma natural”, porque se tratam de necessidades naturais centrais do corpo e da mente. Krishna enfatiza que não se deve comer ou dormir em excesso nem comer ou dormir menos do que o necessário. Quanto é “em excesso”? Bem, o que seja em excesso para você. Somos todos diferentes. E, em diferentes momentos de sua vida, o que é demais ou insuficiente para você irá variar. Portanto, você tem que encontrar o seu equilíbrio. Viver o seu dharma é, precisamente, ter equilíbrio, sabendo quando mudar de um dharma para outro, em seu limitado dia de 24 horas. O dharma natural significa que você tem que levar a sério, como um dever, como parte de sua essência, os atos simples de comer, dormir e recrear.

Você tem que reservar um tempo para comer, para valorizar esse momento. Comer não deve ser empurrar comida para dentro da boca enquanto se faz um milhão de outras coisas. Não deve ser algo corrido. É algo que deve ser tratado como um dever sagrado. Um tempo para pensar sobre suas escolhas alimentares, sobre o que você está colocando em sua boca. É o momento crucial do dia em que você está reabastecendo o seu corpo. “Esta refeição é compatível com quem eu sou? É realmente boa para mim? É boa para o planeta?” São escolhas sérias, com consequências sérias. Em um mundo onde as pessoas estão se matando e destruindo o planeta com más escolhas alimentares, é fácil ver como tomarmos o ato de comer como um dos dharmas fundamentais pode ser muito importante.

Dormir não é uma perda de tempo. É um componente essencial para sua saúde mental e física. Falta de sono pode ter um impacto negativo tremendo em sua saúde, e até mesmo matar, no caso de dormir ao volante ou em outra situação similar. É seu dever fazer todos os arranjos necessários para dormir bem e dormir o bastante. Dormir não deve ser algo que você faz quando não é mais capaz de ficar de pé e algo que você interrompe porque é forçado a se levantar para trabalhar. Como dormir o bastante é seu dharma, é seu dever, você tem que organizar sua vida de forma que essa necessidade mental e corpórea crucial seja acomodada. Ver o sono como seu dharma significa também que, quando você vai para a cama, não deve estar pensando em outros dharmas, como o trabalho. Você deve simplesmente dormir. Limpe sua mente e esteja no aqui e agora de simplesmente dormir.

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Dormir não é uma perda de tempo. É um componente essencial para sua saúde mental e física.

Ver a recreação como um dos seus dharmas significa que você pode dispersar todo sentimento de culpa quando você consegue tempo para se divertir ou sair de férias. Isso também significa que você deve reservar um tempo para se divertir e sair de férias. Alguém que trabalha demais e não se diverte nada acaba se tornando alguém muito carrancudo... e pouco dhármico também. Eu, pessoalmente, acho fascinante e confortador que um texto clássico como a Bhagavad-gita, descrevendo o que é preciso para se iluminar, mencione a importância da recreação.

3. Dharma Ocupacional

Independente de se você encontrou sua verdadeira natureza, quando você aceita um emprego, gerencia seu próprio negócio ou se matricula em um programa de estudo de horário integral, você aceitou um grande dharma. Chamo isso de “dharma ocupacional”. É, em geral, o que mais exige horas do seu dia, em virtude do que é muito importante que você veja seu trabalho ou estudo como um dharma, e não como um fardo ou imposição externa.

Porque é um dharma, você não deve aceitar um trabalho que cause dor e destruição desumana. A expressão de sua vida, por exemplo, não pode ser ajudar a causar câncer e vícios em milhões de pessoas, roubar ou utilizar indevidamente recursos públicos, destruir a economia, tirar o dinheiro de outras pessoas através de mentiras, matar animais inocentes ou contribuir para a destruição do planeta. Não pode haver felicidade nisso, e nenhum argumento deve conseguir convencer você da necessidade de aceitar uma ocupação tão degradante como essas exemplificadas.

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Nenhum argumento deve convencê-lo a aceitar uma ocupação degradante, como promover vício e doenças entre a população.

Ver seu trabalho como dharma significa aplicar o mesmo princípio de mindfulness para as muitas ações que o circundam. Isso quer dizer que você jamais deve ver seu trabalho ou estudo como um meio para um fim. O trabalho jamais deve se destinar a ganhar dinheiro, e seus estudos jamais devem ter por finalidade conseguir um diploma para conseguir um emprego. Esse tipo de pensamento torturará você e tornará seus dias longos e sofridos. Em vez disso, cada atividade para a qual você é convocado deve ser feita tão bem quanto você seja capaz, com tanto de sua atenção dedicada a isso quanto possível. O foco deve ser a ação em si, não o dia como um todo, nem a carreira, nem o salário ou outra meta no futuro.

Se você está se sentindo estressado no seu trabalho, é um sinal bem claro de que sua mente está fora de controle. Estresse é um indicador de que você ou está ansiando por algum futuro positivo ou está temendo algum acontecimento negativo. Em outras palavras, sua mente o está arrastando para o futuro e o enlouquecendo. Então, traga seu foco de volta para uma ação por vez. Se é hora de se sentar em uma reunião ou sala de aula, esteja ali, presente, sendo a melhor pessoa que você pode ser naquele momento. Se é hora de preparar uma apresentação, para vender papel ou qualquer outra coisa, então faça isso somente, faça o melhor que pode fazer e não fique se desgastando com pensamentos do que virá depois, não fique percorrendo as postagens de redes sociais ou respondendo a e-mails. Mantenha sua completa atenção em uma coisa de cada vez.

4. Dharma Pessoal

Toda relação pessoal cria uma demanda dhármica. A qualidade e o tipo de relação determina “o peso” das demandas dhármicas ou, em outras palavras, quanto do seu tempo você tem que investir na relação e o quanto de responsabilidade existe no seu papel nesse relacionamento. Mães e pais têm a maior demanda de todas. O dharma de criar os filhos é seríssimo. Donos de animais de estimação também assumem um dharma similar ao de maternidade e paternidade em relação aos seus companheiros animais. O dharma de ser filho ou filha é o segundo mais importante, mas não se compara ao de ser mãe e pai. Amigos muito próximos também criam laços dhármicos. Existem variados níveis de responsabilidade com outros membros familiares, irmãos, vizinhos, colegas de trabalho, etc.

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Você tem que perceber o que cada relacionamento exige de você e estar pronto para cumprir sua responsabilidade.

Ver toda relação pessoal como dharma, como parte de uma definição de quem somos, como um dever sagrado, significa que você tem que ir além do egoísmo e da preguiça. Você tem que estar ciente dessa relação e sentir o que é preciso para honrá-la, para apreciá-la. Também significa que você quer estar completamente presente quando lida com a pessoa. Se é o momento de dar um telefonema para exercitar seu dharma pessoal com sua esposa, esteja completamente presente, exercendo tanta conexão e tanto amor quanto você seja capaz. Se é hora de passar algum tempo brincando e educando seus filhos, esteja ali por completo. Se entregue a isso. Não deixe sua mente arrastar você para pensamentos referentes ao trabalho. Não dê atenção para sua mente lhe dizendo que, em vez de brincar com um carrinho barulhento, ela preferiria estar malhando na academia ou lendo um livro em um ambiente tranquilo.

O dharma pessoal possui uma importância enorme. Se você não der tempo e energia suficientes para seus relacionamentos pessoais, você está fadado a sofrer, independente do que mais você acredite estar obtendo. Você tem que ter a sensibilidade de perceber o que cada relacionamento exige de você e estar pronto para cumprir essa responsabilidade com plena atenção, dando o seu melhor.

5. Dharma Comunitário

Você é parte de uma comunidade, residente de uma cidade e estado, e cidadão de um país. Isso significa que você tem benefícios e responsabilidades compartilhados. Espera-se que o governo providencie estradas, iluminação pública, eletricidade, água, proteção contra criminosos e invasores estrangeiros, etc., e, em troca, pelo menos, você tem que pagar seus impostos e obedecer às leis. Ainda melhor, você deve ver seu dharma comunitário como um chamado para tornar melhor a vida daqueles que vivem em seu entorno. Você pode ajudar com ideias ou com serviço voluntário? Você pode se engajar na exigência de melhores direitos civis, melhores serviços públicos? Você pode ajudar aprimorando a escola dos seus filhos? Não podemos, todos nós, pensar que isso é problema dos outros. Onde há um crescimento dessa tendência de pensar que outra pessoa deveria se preocupar com o bem público, ali encontraremos políticos corruptos e péssimos serviços governamentais. Assim, de um lado, devemos ser ao menos membros conscientes de nossa comunidade, pagando nossos tributos e seguindo as leis, e, por outro lado, devemos participar ativamente no aprimoramento da sociedade.

6. Dharma Universal

O dharma comunitário possui um foco mais imediato na comunidade e no país em que você vive. Contudo, estamos todos interconectados. Não apenas compartilhamos de uma conexão natural com aqueles da nossa espécie, mas também uma conexão com todos os habitantes do planeta Terra. Essa conexão nos define, é parte de quem somos, diante do que é parte do nosso dharma como um todo. Chamo isso de nosso “dharma universal”. Conforme você evolui, naturalmente você se torna mais e mais afinado com o mundo ao seu redor, sensível ao que está acontecendo. Uma pessoa espiritualmente madura não é indiferente à destruição do planeta e ao sofrimento de outros, e assume a parte que lhe cabe para tornar o mundo um lugar melhor. Isso se chama compaixão.

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Ser ecológico é uma das manifestações do dharma universal.

Alguns exemplos de prática desse dharma universal são: 1) fazer o melhor para ser ecológico, 2) ser um consumidor consciente, 3) fazer sua parte em uma emergência, acidente ou desastre natural e 4) buscar saber se você pode ajudar quando há sofrimento em grande escala em nações distantes.

7. Dharma Espiritual

Por último, mas certamente não menos importante, está a categoria do dharma espiritual. Seu eu espiritual é a definição última de quem você é, sua essência no sentido último da palavra. Mesmo se, neste ponto, você não “assina embaixo” da ideia de ser mais do que este corpo, você ainda pode compreender o dharma espiritual como seu dever de ser a melhor pessoa possível, de ser completamente justo consigo mesmo.

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A conexão com Deus, quando experimentada de forma madura, é a parte mais profunda do dharma.

Com o tempo, uma vez que você entenda que você só pode se definir perfeitamente quando entenda sua relação com Deus, então, como parte de sua essência mais íntima, como a definição central de si mesmo, você gozará alegremente dessa conexão, chamada devoção, como a parte mais profunda do seu dharma espiritual. Exercitar seu dharma espiritual é assumir seriamente a responsabilidade de aprimorar-se e de conhecer-se.

Mudança de Dharma e Mindfulness

Foco no dharma é uma ótima maneira de checar se você está praticando o mindfulness; em outras palavras, se você está realmente focado no aqui e agora. Por exemplo, você está se divertindo com um passeio de bicicleta e um pneu estoura, ou você está trabalhando e recebe uma ligação e toma conhecimento de uma emergência familiar com a qual você tem que lidar. A tendência natural é você se perturbar. Quando isso acontece, simplesmente pare. Respire fundo algumas vezes. O que acabou de acontecer foi uma mudança de dharma. Você estava contente no seu dharma de recreação, andando de bicicleta, então, de repente, isso mudou para o dharma de arrumar a bicicleta. Você estava absorto no seu dharma ocupacional, trabalhando no computador, mas, então, você foi forçado a interromper isso para lidar com um dharma pessoal. Não se perturbe. Apenas entenda que aconteceu uma mudança de dharma. Se fixe no novo dharma, fixe sua mente nele, aqui e agora. Viva bem o novo momento. Não resista ao fluxo da vida e às demandas dhármicas sempre em mutação, que podem vir em momentos muito inesperados.

Antes de fazer qualquer coisa, certifique-se, primeiramente, que é seu dharma fazer isso. Algumas vezes, surgem em nossa mente ideias sem sentido que é melhor não executarmos. Outras vezes, alguém talvez queira pressioná-lo a fazer algo que é contra o seu dharma. Então, primeiro cheque e, então, seja firme o bastante para dizer não a você mesmo ou a outros caso a ação em questão não seja o seu dharma. Se é, entretanto, se fixe nisso, apesar de algum apego por fazer outra coisa, preguiça ou mesmo medo. Se é o seu dever, seu dharma, simplesmente faça, com sua mente inteiramente centrada nisso. Não permita que sua mente torture você. Não faça uma coisa desejando fazer outra. Se você tem que fazer algo, se é parte do seu dharma, realmente se entregue a isso, mesmo caso não estivesse nos seus planos ou mesmo caso não se sinta apto para isso. O resultado será que você mais uma vez se sentirá harmônico e em paz.

Dharma como um Guia e um Caminho para Simplificar a Vida

Conforme você desenvolva sua sensibilidade às demandas dhármicas do momento, saber o que fazer de um momento a outro se torna tão claro e fácil quanto trafegar por uma rodovia. À medida que você desenvolve essa habilidade, você terá a clareza de conhecer qual é a melhor coisa para se fazer agora, e terá, portanto, a determinação natural, nascida de estar livre de dúvidas, para se fixar completamente nisso. Isso permite que você aproveite ao máximo cada dia, aproveite ao máximo cada ato, absorto em mindfulness, sendo o melhor que você pode ser.

O dharma também ajudará você a se aliviar do estresse de múltiplas demandas, seja no trabalho, seja em casa ou, ainda pior, por múltiplos desejos. Dharma é sinônimo de uma ação principal por vez. Desejos são ilimitados, e, se você permitir isso, clientes, membros familiares, colegas e seu patrão irão colocar em cima de você uma lista infindável de demandas. Todavia, uma vez que você fique confiante no exercício de identificar seu dharma, de priorizar suas ações de acordo com seu dharma, você terá a paz de fazer uma coisa de cada vez, com sua mente focada nessa única ação. Nunca é seu dharma fazer mais do que você consegue – somente fazer o melhor que você pode.

Focar-se no seu dharma conduz ao desenvolvimento de simplicidade, que é uma qualidade maravilhosa. Quanto mais você foca naquilo que você tem que fazer, na expressão de si mesmo, você naturalmente se interessa menos em criar demandas desnecessárias em sua vida ou em comprar coisas que você não precisa. Você desejará comprar apenas coisas que ajudem na realização do seu dharma e nada mais. Viver essa mudança de paradigma de se centrar no seu dharma significa que você dedica cada vez menos atenção aos desejos caprichosos e planos ilusórios e extravagantes para a felicidade. Simplesmente viver seu dharma em mindfulness é algo tão completo e recompensador que você não sente mais a necessidade de buscar felicidade em comprar coisas que você não precisa. Conforme você desenvolva uma crescente sensibilidade em relação ao seu dharma, você não precisará buscar coisas para ocupar seu tempo. Você saberá o que fazer de um momento ao outro, e você valorizará ter tanta liberdade quanto possível para exercer os seus dharmas com toda a sua atenção. Você entenderá que tempo é a posse mais valiosa. Quanto mais demandas você conseguir remover do seu cronograma, mais paz você experimentará em relação a ser capaz de focar em seus dharmas centrais. Casas menores significam menos manutenção e menos tempo gasto com limpeza. Menos roupas significam guarda-roupas menores. Andar de bicicleta ou usar o transporte público, em vez de dirigir, significa menos tempo cuidando do carro. Viver perto do trabalho significa menos tempo no trânsito. Qualquer coisa que você possa fazer para simplificar sua vida resultará em mais paz e, então, mais felicidade. Essa simplicidade é priorizar o seu verdadeiro eu.

Visite o site: www.3T.org.br

Adquira a obra:

https://www.coletivoeditorial.com.br/livraria/photos/447/thumb1/Coletivo-Editorial-222.JPG

Fonte: Amigos de krishna - Giridhari Das

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

AS LUAS E CIRURGIAS - AS INFLUÊNCIAS LUNARES EM CIRURGIAS

Influências Lunares e Cirurgias Eletivas

Texto estabelecido por um estudante da Fraternidade Rosacruz




Les Tres Riches Heures du Duc de Berry, 15o século.

As influências lunares são verdadeiramente notáveis em assuntos relacionados à medicina, agricultura, corte de madeiras, criação de animais, etc.
Tal influência é notável na gestação e desenvolvimento do ser humano, determinação do sexo e, especialmente como método profilático de saúde, planejamento de trabalho, vocação e profissões adequadas à organização física e mental, etc.
A Lua produz no corpo humano uma verdadeira maré de sangue e plasma.
De acordo com o princípio hermético de afinidade, as vibrações concordantes, tanto físicas como mentais, se refletem sobre o afim e isto é notável nas influências dos signos zodiacais e no percurso da Lua sobre estes, refletindo-se no organismo físico e nas funções do ser humano.
Nos dias em que a Lua passa por cada signo do Zodíaco, sua influencia se faz sentir sobre as partes, órgãos e funções que tal signo governa. Isto significa que uma pessoa que sofre do coração deve procurar tranqüilidade e repouso nos dias em que a Lua esteja em Leão, quando tal órgão experimenta grande tensão devido à quantidade de sangue e plasma que a Lua leva aos tecidos do coração.
Podemos dizer que a Lua sensibiliza tal parte nestes dias. O mesmo podemos dizer em relação a passagem da Lua pelos demais signos e respectivos órgãos por eles governados, acrescentando ainda que o Sol produz um efeito semelhante em seu percurso pelos diversos signos do Zodíaco. Continuando com este exemplo teremos que, quando o Sol passa por Leão, de 20 de julho à 20 de agosto, os cardiopatas deverão ser mais cautelosos com sua saúde e, sobretudo, os dias desse período em que a Lua passa também por Leão, principalmente na lua nova, quando a lua faz conjunção com o Sol , neste período.
O ideal para uma cirurgia é quando a Lua NÃO PASSE pelo signo que rege o órgão enfermo, já que tende a provocar uma hemorragia maior para o enfermo e trabalho difícil para o médico, com as conseqüências correspondentes. Entretanto, estes dias em que a Lua passa pelo signo que rege a parte enferma são os mais apropriados para tomar medicamentos orais ou injetáveis para a respectiva parte afetada. O sangue e o plasma levarão diretamente ao órgão focal a ser tratado os remédios correspondentes.
As cirurgias se realização, inquestionavelmente, segundo indicação e conduta médica, porém nos casos em que seja possível uma cirurgia eletiva, programada, o enfermo deve tentar evitar os dias e os meses solares impróprios pelos fatores indicados anteriormente. O médico que conhece estas noções não se oporá em satisfazê-las sempre que a cirurgia não seja urgente.
Ainda que o médico nada saiba disso, poderá atender ao pedido de seu paciente por não ignorar seu valor psicológico: ir a mesa de cirurgia com fé e tranqüilidade favorece o prognóstico e o êxito da cirurgia.
Segundo o aforismo n° 6, da obra “Astrodiagnose”, de Max Heindel e Augusta Foss Heindel, “ Cirurgias não devem ser efetuadas quando a Lua transita no signo que governa a parte do corpo a ser operada. Ptolomeu disse : “Não se façam incisões com instrumentos de ferro naquela parte do corpo governada pelo signo em que de fato se encontre a Lua”.
Segundo o aforismo n° 7, dos mesmos autores, em “Astrodiagnose”, “Raramente têm êxito as operações realizadas por ocasião da mudança da Lua. Para uma cirurgia, escolha-se um momento em que a Lua esteja crescendo ou, conforme se diz comumente, à luz da Lua. Não se deve operar quando o Sol esteja transitando pelo signo que governa a parte do corpo a ser cortada.
Repetindo, o ideal é, para uma operação, que a Lua não esteja no signo que rege a parte a operar e que , também esteja em crescente, da Lua Nova à Lua Cheia, o qual favorecerá a rápida cura com menos perigo de complicações posteriores.
Isto não é uma simples crença, como muitos supõe. São coisas fáceis de demonstrar e comprovar pelo médico e os enfermos em geral. Na Lua Crescente as feridas e operações curam mais rapidamente que na Minguante, com menos possibilidades de perigosas seqüelas.
Da Lua nova à cheia, os estimulantes produzem maior efeito, e os sedativos/analgésicos, menor. Os sedativos/analgésicos devem ser aumentados, a critério médico,  na Lua crescente e diminuídos na Minguante; o contrario ocorre com os estimulantes. A Lua Crescente estimula e a Lua Minguante acalma o ânimo, e diminui a força circulatória e de movimento de todos os líquidos do corpo, sangue, plasma, colágeno, linfa, líquido sinovial, etc.
Os enfermos sentem mais as influencias da Lua, as dores, as inchações e os diversos transtornos quando a Lua passa pelo signo que rege a parte afetada; havendo alívio ou melhora quando a Lua deixa tal signo.

SUGESTÕES PARA CIRURGIAS
Medidas para aliviar a dor e a doença nem sempre podem ser proteladas para um momento propício, mas quando isto for possível o estudante perceberá que os tratamentos terapêuticos dados sob raios planetários favoráveis são muito mais eficazes e bem-sucedidos do que quando aplicados ao acaso. Portanto, as seguintes sugestões poderão ser de grande valia.
Regras para operações cirúrgicas:
Cirurgiões que já observaram e tabularam esta matéria informam-nos que as operações realizadas quando a Lua está crescendo em luminosidade são geralmente mais bem-sucedidas, s menos sujeitas a complicações, e cicatrizam com mais rapidez do que operações realizadas quando a Lua está minguando em luminosidade.
Uma das questões de Astrologia que intriga o principiante é a da Lua crescente ou minguante. Trabalhos astrológicos usam frequentemente estas expressões ao tabularem os efeitos das diversas configurações. Acreditamos que as explicações seguintes possam ser úteis ao público em geral e ao estudante que inicia seus estudos em Astrologia.
Todo mês a Lua forma uma conjunção com o Sol, e essa conjunção dos luminares é chamada Lunação, ou Lua Nova. Após a conjunção ou Lua Nova, o Luminar da Noite pode ser visto no céu ocidental, perto do horizonte, como um delgado arco lunar. Dia após dia a superfície iluminada fica maior, de maneira que quando ela forma uma oposição ao Sol sua luminosidade alcança o grau máximo, e, nessa ocasião, chamamo-la de Lua Cheia; ela então se levanta no céu oriental no mesmo instante em que o Sol se opõe no Ocidente. A partir daí, e durante uma quinzena, nota-se que ela desponta à noite cada vez mais tarde; ao mesmo tempo a parte iluminada de seu disco vai diminuindo até pouco antes da conjunção seguinte, ou Lua Nova, de modo que os madrugadores podem vê-la no céu oriental, pouco antes da alvorada, como um arco muito delgado na abóbada celeste. Portanto, a Lua aumenta em luminosidade a partir do momento de sua conjunção, ou seja Lua Nova, até a oposição, ou seja Lua Cheia; e da Lua Cheia até a Lua Nova seguinte diminui em luminosidade. Os momentos da Lua Nova, lua Cheia e eclipses são dados todo mês em nossas Efemérides Científicas Simplificadas, as quais podemos consultar, e também em Almanaques Anuais de Astrologia, como o Almanaque do Pensamento.
Quando uma operação cirúrgica parecer inevitável, consulte as Efemérides; se a Lua estiver transitando no signo que rege a parte do corpo que vai ser operada, protele-a por um ou dois dias, até que o Luminar esteja bem dentro do signo seguinte. Isto minimizará o perigo de complicações, e como frequentemente os sintomas mudam, a operação pode até ser evitada.


Regras gerais:

  1. Opere se possível em Lua Crescente ( fluxo lunar positivo). Evite operar  por ocasião da mudança de Lua. Para uma cirurgia eletiva, escolha-se  um momento em que a Lua esteja crescendo ou, conforme se diz popularmente, à Luz da Lua.
  2. Evite operar no exato momento de Lua Cheia ( Lua em Oposição ao Sol ). Na fase de Lua Cheia, as marés ficam mais altas,  as medulas ósseas são mais volumosas, e as ostras ficam mais cheias do que em qualquer outra ocasião. A temperatura das febres também é mais elevada.
  3. Evite operar quando a Lua transita o mesmo signo que ocupava no momento de nascimento.
  4. Cirurgias não devem ser efetuadas quando a Lua transita no signo que governa a parte do corpo a ser operada. Riscos de complicações aumentam se a Lua também estiver em conjunção, quadratura ou em oposição à Netuno, Urano, Saturno ou Marte nesta época.   Ptolomeu disse: “ Não se façam incisões com instrumentos de ferro naquela parte do corpo governada pelo signo em que de fato se encontre a Lua.” Espere um ou dois dias, até que a Lua passe para o próximo signo. Esta regra deveria ser especialmente observada em grandes cirurgias.
  5. Evite operar quando a Lua forme um  aspecto de quadratura ou oposição com o Sol, Saturno, ou Marte.
  6. É favorável operar  quando a Lua está em fluxo positivo (crescente lunar ) e em sextil ou trino com Júpiter ou Vênus e não configure  conjunção , quadratura ou oposição a Marte.
  7. É favorável operar  quando a Lua passa por signos fixos ( Touro, Leão, Escorpião e Aquário ) , exceto quando as partes do corpo a serem operadas sejam respectivamente regidas por algum destes signos ou quando algum destes  signos lunares também  esteja no Ascendente.
  8. Evite períodos em que a Lua forme aspectos com Marte, que traz riscos de inflamações e complicações pós-operatórias.
  9. Evite operar quando o Sol transita o signo que rege o órgão ou parte do corpo a ser operada.
  10. Não opere quando a Lua está em combustão, ou numa órbita de 17 graus do Sol, e quando ambos configuram simultaneamente uma oposição a Marte .
  11. Cirurgias são favorecidas quando a Lua está livre de qualquer aflição planetária.
  12. Cirurgias são favorecidas quando Júpiter, Vênus, e o regente do Ascendente esteja no Ascendente ( Primeira Casa do mapa radical ) ou no Meio do Céu ( elevado na Décima Casa do mapa radical ) e livres de aflição por parte de Marte ( seja por conjunção, quadratura ou oposição).
  13. A hora planetária regida por Marte não é favorável para intervenções cirúrgicas. (consulte o anexo do livro “Astrologia Científica Simplificada, de Max Heindel  e o site http://www.astrowin.org  editado por Allen Edwall, ex-presidente da The Rosicrucian Fellowship).
  14. Evite neurocirurgias e amputações quando Mercúrio está mal aspectado.
Olhemos sempre os aspectos benéficos em um horóscopo, buscando as indicações relativas a como e quando tratar. Suponhamos que o Sol, doador da vida, esteja em quadratura com Saturno, o planeta da estagnação e da morte. A tendência é tirar a vitalidade da pessoa, de forma que se ela ficar doente a recuperação poderá ser muito lenta. Então, para o tratamento mais efetivo e energizante, aplique o princípio dos regentes do dia e da hora, como é dado na nossa obra “Astrologia Científica Simplificada”; escolha o dia do sol ( domingo) e as horas regidas pelo Sol em qualquer dia. Tratamentos nos dias de Marte ( terça-feira0 , e nas horas regidas por Marte em qualquer dia, também atuarão de forma surpreendente. O mesmo se dá com os outros planetas: sua virtude e poder são maiores nos dias regidos por eles.
Mas os assim chamados maléficos também possuem suas virtudes. Cataplasmas para extrair a supuração de uma ferida, ou para trazer à superfície um furúnculo, são mais eficazes no quente e inflamatório dia de Marte ( terça-feira ) , ou nas horas de Marte em qualquer dia. Aplicações feitas para desinflamar um inchaço são mais bem-sucedidas quando feitas no dia de Saturno, o planeta da supressão, ou em suas horas a qualquer dia.
Tratamentos recebidos nos dias e horas dos planetas bem aspectados no horóscopo do paciente são sempre mais poderosos e benéficos do que o seriam se aplicados nas horas e dias regidos por seus planetas afligidos nos radicais.
Seis tabelas de Horas Planetárias cobrindo os doze meses, úteis tanto para a Latitude Note quanto para a Sul, são encontrados em “Astrologia Científica Simplificada”, de Max Heindel. Para um cálculo mais preciso, recomendamos que adote um programa astrológico disponibilizado gratuitamente através do site Astrowin, editado por Allen Edwall. Neste site há dois programas excelentes: ASTROWIN E ASTR. Também é possível o calculo online do tema natal através deste site.

Correlação da Anatomia e da Fisiologia com o Zodíaco



Correlação entre os signos astrológicos e partes do corpo humano. Sec. XIV

SIGNO
PARTE DO CORPO
ÁRIES
Cérebro, hemisférios cerebrais, crânio, olhos, rosto, maxilar superior, artérias carótidas internas.
TOURO
Pescoço, garganta, palato, laringe, amígdalas, maxilar inferior, ouvidos, região ocipital,cerebelo, atlas (primeira vértebra cervical, que sustenta a cabeça), artérias carótidas externas, veias jugulares, faringe, glândula tireóide, vértebras cervicais.
GEMEOS
Ombros, braços, mãos, costelas superiores, pulmões, traquéia, brônquios, capilares, respiração, oxigenação do sangue.
CANCER
Estômago, esôfago, diafragma, seios, lactação, lóbulo superior do fígado, conduto torácico, pâncreas, soro do leite, peristaltismo do estômago, quimificação.
LEÃO
Coração, região dorsal da espinha, aorta, veias cavas superior e inferior.
VIRGEM
Região abdominal, intestinos grosso e delgado, lóbulo inferior do fígado, baço, duodeno, quilificação, peristaltismo dos intestinos.
LIBRA
Rins, supra-renais, região lombar, pele, ureteres, sistema vasomotor.
ESCORPIÃO
Bexiga, uretra, órgãos genitais, cólon descendente, próstata, alça sigmóide, ossos nasais, osso púbico, matéria corante do sangue.
SAGITÁRIO
Quadris, coxas, fêmur, íleo, vértebra do cóccix, região do sacro, nervos ciáticos, ísquio.
CAPRICÓRNIO
Pele, joelhos, juntas, cabelos.
AQUÁRIO
Membros inferiores, tornozelos.
PEIXES
Pés, artelhos, fibrina do sangue.
Fonte: Max Heindel, Astrodiagnose

 
Tabelas importantes
Todos os astrólogos estão familiarizados com o uso das Efemérides, onde terá todas as informações a respeito do ingresso do sol e da lua nos signos do zodíaco intelectual , bem como das lunações, fases da lua, etc. Para consulta rápida, para comodidade, também pode ser consultado um almanaque confiável ( sugerimos o Almanaque do Pensamento, Ed. Cultrix-Pensamento).

LITERATURA RECOMENDADA:

1. A Mensagem das Estrelas -  Max Heindel e Augusta Foss Heindel.  Cap. XXX, Horas Planetárias
2. Astrodiagnose – Max Heindel e Augusta Foss Heindel. Primeira Parte
3. Astrologia Científica Simplificada – Max Heindel . Dicionário de Termos Astrológicos e Tabelas de Horas Planetárias
4. Efemérides  – Edição Internacional. The Rosicrucian Fellowship
5. Almanaque do Pensamento
6. Encyclopedia of Medical Astrology – H.L. Cornell

SITES:

http://www.astrowin.org ( Para download gratuito de programas de Astrologia e Numerologia  e  cálculo e leitura online do tema natal)
http://www.christianrosenkreuz.org.br (Para consulta da Folha Astrológica do mês corrente)

CHAT:
http://groups.yahoo.com/group/crmheindel

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A LUA E AS CIRURGIAS





Correlação da Anatomia e da Fisiologia com o Zodíaco segundo Max Heindel


SIGNO
PARTE DO CORPO
ÁRIES
Cérebro, hemisférios cerebrais, crânio, olhos, rosto, maxilar superior, artérias carótidas internas.
TOURO
Pescoço, garganta, palato, laringe, amígdalas, maxilar inferior, ouvidos, região ocipital,cerebelo, atlas (primeira vértebra cervical, que sustenta a cabeça), artérias carótidas externas, veias jugulares, faringe, glândula tireóide, vértebras cervicais.
GEMEOS
Ombros, braços, mãos, costelas superiores, pulmões, traquéia, brônquios, capilares, respiração, oxigenação do sangue.
CANCER
Estômago, esôfago, diafragma, seios, lactação, lóbulo superior do fígado, conduto torácico, pâncreas, soro do leite, peristaltismo do estômago, quimificação.
LEÃO
Coração, região dorsal da espinha, aorta, veias cavas superior e inferior.
VIRGEM
Região abdominal, intestinos grosso e delgado, lóbulo inferior do fígado, baço, duodeno, quilificação, peristaltismo dos intestinos.
LIBRA
Rins, supra-renais, região lombar, pele, ureteres, sistema vasomotor.
ESCORPIÃO
Bexiga, uretra, órgãos genitais, cólon descendente, próstata, alça sigmóide, ossos nasais, osso púbico, matéria corante do sangue.
SAGITÁRIO
Quadris, coxas, fêmur, íleo, vértebra do cóccix, região do sacro, nervos ciáticos, ísquio.
CAPRICÓRNIO
Pele, joelhos, juntas, cabelos.
AQUÁRIO
Membros inferiores, tornozelos.
PEIXES
Pés, artelhos, fibrina do sangue.

Todos sabemos que a Lua controla as marés e que muitos fazendeiros plantam batatas, beterrabas "na escuridão da Lua" enquanto que os vegetais que crescem na superfície, como o alface, desenvolvem-se melhor quando plantados " à luz da Lua ".

Pouco porém, têm-se falado a respeito da influência lunar sobre as cirurgias. Na verdade, a posição da Lua exerce uma influência poderosa sobre a saúde na espécie humana. Felizmente, nossa época vem se tornando mais e mais uma época de investigação onde os indivíduos pensantes desejam conhecer a verdade dos fatos.

A astrologia é uma ciência que quando bem estudada, prova ser de valor inestimável para numerosas fases da vida.

De acordo com a astrologia, as diferentes partes do corpo humano sãregidas por seus respectivos signos. Aries governa a cabeça, Taurus o pescoço e o cerebelo e assim por diante. Um médico cirurgião pode facilmente verificar a afirmação de Rolomeu, o pai da astrologia, que existe uma pressão sangüínea maior na parte do corpo regida pelo signo no qual a Lua se movimenta em determinada ocasião.

Por exemplo, considerando-se uma cirurgia nasal, o especialista não deveria efetuá-la quando a Lua estivesse em Aries, mas sim esperar poucos dias até que a Lua entrasse em Taurus ou Libra. Dessa forma, teria uma menor possibilidade de hemorragia. Melhor ainda se operasse quando a Lua estivesse no signo oposto àquele que rege a parte anatômica a ser operada.
Considerando a importância do assunto, cremos ser aconselhável aos Irmãos e Amigos, reportarem-se à obra Astrologia Científica Simplificada ", de Max Heindel que, juntamente com a efeméride do ano corrente, possibilitará a fácil localização da Lua em qualquer dia.
Mais fácil ainda, é recorrer à Folha Astrológica editada mensalmente pela nossa Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil.
- Traduzido e adaptado da revista Rays from the Rose Cross, de agosto de 1945, por um Estudante da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil



Fonte: Hamilton Petito